segunda-feira, 25 de outubro de 2010

ESCAMAS


"E logo lhe caíram dos olhos como que umas escamas, e recuperou a vista." -
(ATOS, 9:18.)

A visita de Ananias a Paulo de Tarso, na aflitiva situação de Damasco, sugere
elevadas considerações.

Que temos sido nas sombras do pretérito senão criaturas recobertas de escamas
pesadas
sob todos os pontos de vista? Não somente os olhos se cobriram de
semelhantes excrescências. Todas as possibilidades confiadas a nós outros hão sido
eclipsadas pela nossa incúria, através dos séculos. Mãos, pés, língua, ouvidos, todos os
poderes da criatura
, desde milênios permanecem sob o venenoso revestimento da
preguiça, do egoísmo, do orgulho, da idolatria e da insensatez.

O socorro concedido a Paulo de Tarso oferece, porém, ensinamento profundo.
Antes de recebê-lo, o ex-perseguidor rende-se incondicionalmente ao Cristo; penetra a
cidade, em obediência à recomendação divina, derrotado e sozinho, revelando extrema
renúncia, onde fora aplaudido triunfador. Acolhido em hospedaria singela, abandonado de
todos os companheiros, confiou em Jesus e recebeu-lhe a sublime cooperação.

É importante notar, contudo, que o Senhor, utilizando a instrumentalidade de Ananias,
não lhe cura senão os olhos, restituindo-lhe o dom de ver. Paulo sente que lhe caem
escamas dos órgãos visuais e, desde então, oferecendo-se ao trabalho do Cristo,
entra no caminho do sacrifício, a fim de extrair, por si mesmo, as demais escamas
que lhe obscureciam as outras zonas do ser.

Quanto lutou e sofreu Paulo, a fim de purificar os pés, as mãos, a mente e o coração?
Trata-se de pergunta digna de ser meditada em todos os tempos. Não te esqueças,
pois, de que na luta diária poderás encontrar os Ananias da fraternidade, em nome do
Mestre; aproximar-se-ão, compassivos, de tuas necessidades, mas não olvides que o
Senhor apenas permite que te devolvam os olhos, a fim de que, vendo claramente,
retifiques a vida por ti mesmo.

Do livro: Vinha de Luz - por Francisco Cândido Xavier - pelo Espírito Emmanuel - (os grifos são nossos)

sábado, 23 de outubro de 2010

CURANDO AS DORES DA ALMA

Palestra na “Sociedade”, “Curando as Dores da Alma”, este foi o tema da palestra da conferencista internacional Ana Guimarães, do Rio de Janeiro-RJ, no domingo dia 19 de setembro/2010, de 09 as 10 da manhã. Uma interessante abordagem sobre as diversas formas de cura para os nossos sofrimentos do dia a dia. Muita Saúde e Paz para Você e toda sua família. Virgilio Knupp (Presidente da SCEE).

"Curando as Dores da Alma", Ana Guimarães from Carlos Pretti on Vimeo.

segunda-feira, 11 de outubro de 2010

DESAPEGO



"Não ameis o mundo, nem o que no mundo há. Se alguém ama o mundo, o amor do Pai não está nele"

João, 2:15


Aqui deve-se tomar a palavra AMOR com o sentido de apego.

Exemplo: "Onde estiver o teu tesouro aí também estará o teu coração.

O amor do Pai transcende a tudo.

É muito importante desenvolver amor às coisas do Invisível, projetar a alma para além do mundo material.

Acreditar e confiar mais no imponderável do que naquilo que as pessoas tocam.

A realidade tanto pode ser mais sentida com o tato, quanto pode ser concebida pela intuição.

O apego ao mundo transitório escraviza a consciência, dificultando o processo de libertação que nos leva a planos mais altos de amor e felicidade.


Do livro : 1 minuto com Jesus - do Espírito Pastorino por Ariston S.Teles. (os grifos são nossos)

NADA ACONTECE POR ACASO



No mundo tereis tribulaçoes, mas tende coragem; eu venci o mundo"!
Jo, 16:33

Creia na vitória do bem.

Não vacile.

São três os degraus de perigosa descida: pessimismo, desalento, depressão

Antes de tudo, saiba que nada acontece sem a permissão de Deus.

Se Ele consente que você sofra dificuldades e conflitos, existem motivos que a sua própria razão desconhece.

A substância da Lei Divina chama-se Amor.

O problema que você traz nas mãos é desafio ao seu crescimento espiritual.

Pense um pouco naqueles que sofrem maiores conflitos, e procure ajudá-los ainda que seja uma simples oração.

Seja forte e persevere no Bem.

Do livro : 1 Minuto com Jesus - Do Espírito Pastorino por Ariston S.Teles (os grifos são nossos)

domingo, 10 de outubro de 2010

PARÁBOLA DO BOM SAMARITANO


Certa vez, estando Jesus a ensinar, "eis que se levantou um doutor da lei e lhe disse, para o experimentar:
— Mestre, que hei-de fazer para alcançara vida eterna?
Respondeu-lhe Jesus:
Que está escrito na lei? Como é que lês?Tornou aquele:
"Amarás o Senhor, teu. Deus, de todoo teu coração, de toda a tua alma, com todas as tuas forças e de toda a tua mente; e a teu próximo como a ti mesmo."
Respondeste bem, disse-lhe Jesus. Faze isto, e viverás.
Mas ele, querendo justificar-se, perguntou ainda:
— E quem é o meu próximo?
Ao que Jesus tomou a palavra e disse: Um homem descia de Jerusalém a Jerico e caiu nas mãos dos ladrões que logo o despojaram do que levava; e depois de o terem maltratado com muitas feridas, retiraram-se, deixando-o meio morto. Casualmente, descia um sacerdote pelo mesmo caminho; viu-o e passou para o outro lado. Igualmente, chegou ao lugar um levita; viu-o e também passou de largo. Mas, um samaritano, que ia seu caminho, chegou perto dele e, quando o viu, se moveu à compaixão. Aproximou-se, deitou-lhe óleo e vinho nas chagas e ligou-as; em seguida, fê-lo montar em sua cavalgadura, conduziu-o a uma hospedaria e teve cuidado dele. No dia seguinte, tirou dois denários e deu-os ao hospedeiro, dizendo: Toma cuidado dele, e o que gastares a mais pagar-to-ei na volta. Qual destes três se houve como próximo daquele que caíra nas mãos dos ladrões?
Respondeu logo a doutor:
— Aquele que usou com o tal de misericórdia.
Então lhe disse Jesuas
Pois vai, e f aze tu,.o mesmo.
(Lucas,X, 25-37)


Qual o ensinamento que o Mestre aí nos dá?

O de que para entrarmos na posse da vida eterna não basta memorizarmos textos da Sagrada Escritura. O que é preciso, o que é essencial, para a consecução desse objetivo, é pormos em prática, é vivermos a lei de amor e de fraternidade que ele nos veio revelar e exemplificar.
Haja vista que o seu interpelante, no episódio em tela, é um doutor em teologia, que provou ser versado em religião, visto que repetiu de cor, sem pestanejar, palavra por palavra, o conteúdo dos dois principais mandamentos divinos.
Mas... conquanto fosse um mestre religioso e, nessa condição, conhecesse muito bem a lei e os profetas, não estava tranquilo com a própria consciência; sentia, lá no íntimo da alma, que algo ainda lhe faltava. Daí a sua pergunta: "Mestre, que hei-de fazer para alcançar a vida eterna?"
Não o martirizasse uma dúvida atroz sobre se seriam suficientes os seus conhecimentos teológicos e os privilégios de sua crença para ganhar o reino do céu,e não se teria ele dirigido ao Mestre da forma como o fez.
Notemos agora que — e isso é de suma importância —, em sua resposta, Jesus não disse, absolutamente, que havia uma "predestinação eterna", isto é, "uma providência especial, que assegura aos eleitos graças eficazes para lhes fazer alcançar, infalivelmente, a glória eterna"; também não falou que havia uma "salvação pela graça, mediante a fé; nem tão pouco indicou como processo salvacionista a filiação a esta ou àquela igreja; assim como não cogitou de saber qual a ideia que o outro fazia dele, se o considerava Deus ou não.
Ante a citação feita pêlo doutor da lei, daqueles dois mandamentos áureos que sintetizam todos os deveres religiosos, disse-lhe apenas: "Faze isso, e viverás", o que equivale a dizer: aplica todas as tuas forças morais, intelectuais e afetivas na produção do BEM, em favor de ti mesmo e do próximo, e ganharas a vida eterna!
O tal, porém, nem sequer sabia quem era seu próximo! Como, pois, poderia amá-lo como a si mesmo, a fim de se tornar digno do Reino?
Jesus, então, extraordinário pedagogo que era, serenamente, sem impacientar-se, conta-Ihe a parábola do "bom samaritano", através da qual elucida o assunto, fazendo-o compreender que ser próximo de alguém é assisti-lo em suas aflições, é socorrê-lo em suas necessidades, sem indagar de sua crença ou nacionalidade. E após argui-lo, vendo que ele entendera a lição, conclui, apontando-lhe o caminho do céu em meia dúzia de palavras:
— "Pois vai, e faze tu o mesmo!"
Se a salvação dos homens dependesse realmente de "opiniões teológicas" ou de "sacramentos" desta ou daquela espécie, como querem fazer crer os atuais doutores da lei, não seria essa a ocasião azada, oportuna, propícia, para que Jesus o afirmasse peremptoriamente?
Mas não! Sua doutrinação é completamente diferente disso tudo: Toma um homem desprezível aos olhos dos judeus ortodoxos,tido e havido por eles como herege — um samaritano — e, incrível! aponta-o como "modelo",como "padrão", aos que desejem penetrar nos tabernáculos eternos!
E' que aquele renegado sabia praticar boas obras, sabia amar os seus semelhantes, e, para Jesus, o que importa, o que vale, o que pesa, não são os "credos" nem os "formalismos litúrgicos", mas os "bons sentimentos", porque são eles que modelam ideias e dinamizam ações,caracterizando os verdadeiros súditos do Reino Celestial

Do livro: Parábolas Evangélicas à Luz do Espiritismo - de Rodolfo Calligaris ( os grifos são nossos)

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

CASA ESPIRITUAL




"Vós, também, como pedras vivas, sois edificados casa espiritual."
Pedro. (I PEDRO, 2:5.)

Cada homem é uma casa espiritual que deve estar, por deliberação e esforço do morador, em contínua modificação para melhor.

Valendo-nos do símbolo, recordamos que existem casas ao abandono, caminhando para a ruína, e outras que se revelam sufocadas pela hera entrelaçada ou transformadas em redutos de seres traiçoeiros e venenosos da sombra; aparecem, de quando em quando, edificações relaxadas, cujos inquilinos jamais se animam a remover o lixo desprezível e observam-se as moradias fantasiosas, que ostentam fachada soberba com indisfarçável desorganização interior, tanto quanto as que se encontram penhoradas por hipotecas de grande vulto, sendo justo acrescentar que são raras as residências completamente livres, em constante renovação para melhor.

O aprendiz do Evangelho precisa, pois, refletir nas palavras de Simão Pedro, porque a lição de Jesus não deve ser tomada apenas como carícia embaladora e, sim, por material de construção e reconstrução da reforma integral da casa íntima.

Muita vez, é imprescindível que os alicerces de nosso santuário interior sejam abalados e renovados.

Cristo não é somente uma figuração filosófica ou religiosa nos altiplanos do pensamento universal. É também o restaurador da casa espiritual dos homens.

O cristão sem reforma interna dispõe apenas das plantas do serviço. O discípulo sincero, porém, é o trabalhador devotado que atinge a luz do Senhor, não em benefício de Jesus, mas, sobretudo, em favor de si mesmo
Do Livro Vinha e Luz - Do Espírito Emmanuel - por Francisco Cândido Xavier (os grifos são nossos)