sábado, 17 de outubro de 2009

ABENÇOA E PASSA




Não basta recear a violência. É preciso algo fazer para erradicá-la.
Indubitavelmente, as medidas de repressão, mantidas pelos dispositivos legais do mundo, são recursos que a limitam, entretanto, nós todos, - os espíritos encarnados e desencarnados, - com vínculos na Terra, podemos colaborar na solução do problema.
Compadeçamo-nos dos irmãos envolvidos nas sombras da delinquência, a fim de que se nos inclinem os sentimentos para a indulgência e para a compreensão.
Tanto quanto puderes, não participes de boatos ou de julgamentos precipitados, em torno de situações e pessoas.
Silencia ante quaisquer palavras agressivas que te forem dirigidas, onde estejas, e segue adiante, buscando o endereço das próprias obrigações.
Não eleves o tom de voz, entremostrando superioridade, à frente dos outros.
Não te entregues à manifestações de azedume e revolta, mesmo quando sintas, por dentro da própria alma, o gosto amargo dessa ou daquela desilusão.
Respeita a carência alheia e não provoques os irmãos ignorantes ou infelizes com a exibição das disponibilidades que os Desígnios Divinos te confiaram para determinadas aplicações louváveis e justas.
Ao invés de criticar, procura o lado melhor das criaturas e das ocorrências, de modo a construíres o bem, onde estiveres.
Auxilia para a elevação, abençoando sempre.
Lembra-te: o morrão aceso é capaz de gerar incêndios calamitosos e, às vezes, num gesto infeliz de nossa parte, pode suscitar nos outros as piores reações de vandalismo e destruição.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Atenção. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 16 edição. Araras, SP: IDE. 1997.

sexta-feira, 16 de outubro de 2009

ACHARÁS





Entrega a Deus os problemas que se te façam insolúveis, trabalha e caminha adiante.
Assim acharás no próprio coração a presença da paz, a irradiar-se de ti por fonte de amor e luz.
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Pronto Socorro. Ditado pelo Espírito Emmanuel.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

ERROS E FALTAS



Imaginemo-nos diante de uma falta alheia que nos fere e aborrece. Erro que nos humilha e estraga a tranqüilidade.

Provavelmente, o delito terá sido até mesmo perpetrado contra nós.
Vale, porém, conscientizar atitudes antes de apresentar qualquer reação.
Se te vês em condições de raciocinar, será justo inquirir de ti próprio se a pessoa em falha permanece em harmonia consigo própria.
Disporá do equilíbrio que, porventura, estejamos desfrutando para ajuizar com o possível acerto em torno de acontecimentos e cousas?
Que antecedentes lhe ditaram a mudança de conduta?
Haverá contado na existência com as escoras afetivas que nos resguardam a segurança, desde muito tempo?
Que recursos de auto-educação recebeu para evitar a queda em que se nos fez objeto de inquietação?
Que forças lhe pesam na mente para abraçar comportamento contrário à nossa expectação e confiança?
Se te dispuseres ao auto-exame da consciência tranqüila, sem nenhum obstáculo, compreenderás o ensinamento do Criador que nos pede amor pelos inimigos e recomenda se perdoe a ofensa setenta vezes sete vezes, sempre que nos bata à porta ou nos visite o coração.
E não basta unicamente observar a posição anômala em que os nossos companheiros terão agido.
Razoável reconhecer que se vivemos, sentimos, pensamos, falamos e trabalhamos juntos, somos espíritos na mesma faixa de evolução, uns mais à frente e outros um tanto à retaguarda do progresso, guardando todos a possibilidade de errar pelos empeços morais que ainda nos caracterizam.
A diferença entre aqueles que se transviam e aqueles que se conservam em linha reta é que o companheiro ainda impecável se mantém de freios seguros no carro da própria vida e o outro, o que errou, perdeu temporariamente o controle da direção.

Emmanuel - Da obra “Mãos Unidas” - Por Chico Xavier.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

O IMPORTANTE


Meus diletos irmãos,

Vocês tem tido muitas demonstrações da importância de valorizar as coisas que realmente tem valor perante Deus e à vida espiritual.
Vocês tem recebido avisos, lembretes, mensagens com instruções de como proceder na vida de cada um.
Percebam, meus queridos, a necessidade de vocês darem valor ao que deve ser feito.
Muitos dos que convivem com vocês vivem a falsa impressão do que é ter vantagens e benefícios, esquecendo que esta vida material é passageira, efêmera, e muito pouco os acrescentará como ser espiritual.
Aprendam a valorizar o que realmente é importante.
Aprendam que mais importante do que ter é ser.
Que vocês sejam pessoas de bem, que por onde quer que passem irradiem a luz do Mestre e a paz necessária à vida na Terra.
Todas as oportunidades de aprendizado que vocês tem recebido são suficientes.
Não precisam sofrer, como tantos, na ilusão da matéria.
Que vocês possam desfrutar da vida espiritual com toda alegria.
Mas para isso vocês terão que abrir mão de algumas coisas. Vejam os exemplos.
Vejam quanto sofrimento as pessoas passam por não terem a idéia da realidade da vida.
Não esmoreçam. Ser feliz é possível.
Ajudem aos que passam ao seu lado, seja quem for.
Orem pela paz, pelo amor universal, que não escolhe a quem pode ajudar.
Vocês não precisam sofrer para serem felizes.
Despertem desta noite material para a alvorada espiritual.

Um Irmão.

ACORDEMOS



É sempre fácil examinar as consciências alheias, identificar os erros do próximo, opinar em questões que não nos dizem respeito, indicar as fraquezas dos semelhantes, educar os filhos dos vizinhos, reprovar as deficiências dos companheiros, corrigir os defeitos dos outros, aconselhar o caminho reto a quem passa, receitar paciência a quem sofre e retificar as más qualidades de quem segue conosco... 
Mas enquanto nos distraimos, em tais incursões a distância de nós mesmos, não passamos de aprendizes que fogem, levianos, à verdade e à lição.
Enquanto nos ausentamos do estudo de nossas próprias necessidades, olvidando a aplicação dosprincípios superiores que abraçamos na fé viva, somos simplesmente cegos do mundo interior relegados à treva...
Despertemos, a nós mesmos, acordemos nossas energias mais profundas para que o ensinamento do Cristo não seja para nós uma bênção que passa, sem proveito à nossa vida, porque o infortúnio maior de todos para a nossa alma eterna é aquele que nos infelicita quando a graça do Alto passa por nós em vão!...
Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Caridade. Ditado pelo Espírito André Luiz. Araras, SP: IDE. 1978.

terça-feira, 13 de outubro de 2009

REALMENTE





A tempestade espanta. Entretanto, acentuar-nos-á a resistência se soubermos recebê-la.
A dor dilacera. Mas aperfeiçoar-nos-á o coração, se buscarmos aproveitá-la.
A incompreensão dói. Contudo, oferece-nos excelente oportunidade de compreender.
A luta perturba. Todavia, será portadora de incalculáveis benefícios, se lhe aceitarmos o concurso. 
O desespero destrói. Diante dele, porém, encontramos ensejo de cultivar a serenidade. 
O ódio enegrece. No entanto, descortina bendito horizonte à revelação do amor.
A aflição esmaga. Abre-nos, todavia, as portas da ação consoladora.
O choque assombra. Nele, contudo, encontraremos abençoada renovação.
A prova tortura. Sem ela, entretanto, é impossível a aprendizagem.
O obstáculo aborrece. Temos nele, porém, legítimo produtor de elevação e capacidade.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. Edição de Bolso. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1999.


segunda-feira, 12 de outubro de 2009

LUCRARÁ FAZENDO ASSIM




Reconforte o desesperado. Você não escapará as tentações do desânimo nos círculos de luta.
Levante o caído. Você ignora onde seus pés tropeçaram.
Estenda a mão ao que necessita de apoio. Chegará seu dia de receber cooperação.
Ampare o doente. Sua alma não esta usando um corpo invulnerável.
Esforce-se por entender o companheiro menos esclarecido. Nem sempre você dispõe de recursos para compreender como é indispensável.
Acolha o infortunado. Nem sempre o céu estara inteiramente azul para seus olhos.
Tolere o ignorante e ajude-o. Lembre-se de que há Espíritos Sublimes que nos suportam e socorrem com heróica bondade.
Console o triste. Você não pode relacionar as surpresas da própria sorte.
Auxilie o ofensor com os seus bons pensamentos. Ele nos ensina quão agressivos e desagradáveis somos ao ferir alguém.
Seja benévolo para com os dependentes. Não se esqueça de que o próprio Cristo foi compelido a obedecer.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Agenda Cristã. Ditado pelo Espírito André Luiz. 32 edição. FEB. 1996.