segunda-feira, 30 de novembro de 2009

REAJUSTE E SIMPLICIDADE





Não é pela desconfiança que atingiremos a certeza.
Aprenda a entesourar a fé, amealhando os grãos da esperança.


Não é pela violência que alcançaremos a realização.
Habitue-se a usar a serenidade, considerando que um edifício se constitui de insignificâncias mil.


Não é pela maldade que chegaremos à bondade.
Acostume-se a tolerar e a desculpar, corrigindo em você mesmo aquilo que lhe desagrada nos outros.


Não é pela desaprovação que improvisaremos o estímulo.
Procure as particularidades elogiáveis e os ângulos nobres das situações e das pessoas, para que o bem seja cultivado e reine soberano.


Não é exaltando a sombra que acenderemos a luz.
Evite os comentários obscuros, onde o mal encontra brechas para dominar os atos, as palavras e os pensamentos.


Não é semeando moléstias que sustentaremos a saúde.
Alie a carga mental das idéias enfermiças e plante o bom ânimo, o otimismo e a alegria, em cada minuto.


Não é contemplando feridas que ajudaremos a Humanidade.
Lembre-se do "lado melhor" do irmão de jornada e ajude-lhe o coração a esquecer todo mal.


Não é destruindo que construiremos o Reino Divino nos círculos da Terra.
Restaure o que puder onde o desastre passou proclamando perturbação e falência.


Não é descendo às furnas sombrias do desânimo e da tristeza que escalaremos a montanha da luz.
Use os seus patrimônios e as suas experiências no Evangelho e na Revelação dos Espíritos Benevolentes e Sábios, tanto quanto mobiliza a água e o sabão nas lutas de cada dia e verá a colheita sublime de sua nova sementeira.


O ministério de Jesus não é serviço de crítica, de desengano, de negação.
É trabalho incessante e renovador para a vida mais alta em todos os setores do mundo.


Ninguém precisa ferir, humilhar ou desesperar.
Reajuste e simplifique.
O Senhor fará o resto.



Fonte: XAVIER, Francisco Cândido. Nosso Livro. Pelo Espírito André Luiz

domingo, 29 de novembro de 2009

COISAS TERRESTRES E CELESTIAIS




Se vos tenho falado de coisas terrestres, e não me credes, como crereis se vos falar das celestiais? – Jesus. (João, 3:12.)
No intercâmbio com o mundo espiritual, é freqüente a reclamação de certos estudiosos, relativamente à ausência de informações das entidades comunicantes, no que se refere às particularidades alusivas às atividades em que se movimentam.
Por que não se fazem mais explícitos os desencarnados quanto ao novo gênero de vida a que foram chamados? como serão suas cidades, suas casas, seus processos de relações comuns? através de que meios se organizam hierarquicamente? terão governos nos moldes terrestres?
Indagam outros, relativamente às razões pelas quais os cientistas libertos do plano físico não voltam aos antigos centros de pesquisas e realizações, vulgarizando métodos de cura para as chamadas moléstias incuráveis ou revelando invenções novas que acelerem o progresso mundial.
São esses os argumentos apressados da preguiça humana.
Se os Espíritos comunicantes têm tratado quase que somente do material existente em torno das próprias criaturas terrenas, num curso metódico de introdução a tarefas mais altas e ainda não puderam ser integralmente ouvidos, que viria a acontecer se olvidassem compromissos graves, dando-se ao gosto de comentários prematuros?
É necessário compreenda o homem que Deus concede os auxílios; entretanto, cada Espírito é obrigado a talhar a própria glória.
A grande tarefa do mundo espiritual, em seu mecanismo de relações com os homens encarnados, não é a de trazer conhecimentos sensacionais e extemporâneos, mas a de ensinar os homens a ler os sinais divinos que a vida terrestre contém em si mesma, iluminando-lhes a marcha para a espiritualidade superior.


Do Livro Caminho, Verdade e Vida - Emmanuel - Chico Xavier

ACONTECIMENTOS




Acompanha a marcha dos acontecimentos sem sofreguidão.
A tua ansiedade ou o teu receio não alterarão o curso das horas.
Aguarda o que há de suceder, sem que te imponhas sofrimento desde a véspera.
O que pensas que acontecerá, talvez se dê, não porém da forma como aguardas, portanto, a vida obedece a um plano de incessantes mudanças e transformações.
Desse modo, espera com harmonia íntima, afastando do teu programa a agitação e o medo.
  
FRANCO, Divaldo P. Vida feliz. Pelo Espírito Joana de Ângelis. Salvador,BA: LEAL, 1992. Cap XXLVII

sábado, 28 de novembro de 2009

DIANTE DA TERRA




Teríamos sido, porventura, situados na gleba do mundo para fugir de colaborar no progresso do mundo, quando o mundo nos provê com tôdas as possibilidades necessárias ao progresso de nós mesmos?
Muitos companheiros se marginalizam em descanso indébito, junto à seara, alegando que não suportam os chamados problemas intermináveis do mundo; desejariam a estabilidade e a harmonia por fora, a fim de se mostrarem satisfeitos na Terra, quando a harmonia e a estabilidade devem morar por dentro de nós, de modo a que nossos encargos, à frente do próximo, se façam corretamente cumpridos.
O mundo, em todo tempo, é uma casa em reforma, com a lei da mudança a lhe presidir todos os movimentos, através de metamorfoses e dificuldades educativas.
O progresso é um caminho que avança. Daí, o imperativo de contarmos com oposições e obstáculos tôda vez que nos engajemos na edificação da felicidade geral.
Omissão, no entanto, é parada significando recuo.
Entendamo-nos na posição de obreiros, sob a pressão de crises renovadoras.
Todos faceamos permanente renovação, a cada passo da vida.
Nem tudo que tínhamos ontem por certo, nos quadros exteriores da experiência, continua como sendo certo nas horas de hoje. Os ideais e objetivos prosseguem os mesmos, a nos definirem aspiração e trabalho; entretanto, modificaram-se instrumentos e condições, estruturas e circunstâncias.
A Terra, porém, nos pede cooperação no levantamento do bem de todos e a ordem não é deserção e sim adaptação. Em suma, estamos chamados à vivência no mundo, a fim de compreendermos e melhorarmos a vida em nós e em tôrno de nós, servindo ao mundo, sem deixarmos de ser nós mesmos, e buscando a frente, mas sem perder o passo de nossos contemporâneos, para que não venhamos a correr o risco de seguir para frente demais.

Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Rumo Certo. Ditado pelo Espírito Emmanuel. 5 edição. Rio de Janeiro, RJ: FEB. 1991.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

CORRIGENDAS




"Conhecida em todos os tempos da cultura sócio-histórico-antropológica, na Terra, têm-se manifestado a ação mediúnica através de complexas expressões.
Nabucodonosor, o célebre rei da Assíria, com freqüência era visitado por entidades perversas, assumia postura chocante sob a injunção de doloroso fenômeno obsessivo que o maltratava mediunicamente.
Akenathon, o insigne faraó egípcio, inspirado por excelentes Numes Tutelares, penetrou, psiquicamente, no mundo espiritual, oferecendo nobre visão de Deus, através da deidade Athon representada no Astro-rei, que se faz presente em tudo e sustenta a vida...
Pitágoras, iniciado na comunicação com os espíritos, ensinava as técnicas de educação espiritual, no seu santuário em Crotona. Domício Nero, déspota e alienado, sofria a visita mediúnica da genitora e da esposa, que ele assassinara.
Na esfera do Cristianismo, as comunicações eram comuns, e o Apóstolo Paulo, escrevendo aos coríntios, apresentou a "variedade de dons" mediúnicos que se encontram presentes nas criaturas.
Francisco de Assis ou Tereza de Ávila, Condorcet ou Voltaire, Schumann ou Schiller, para citar apenas alguns, foram instrumentos dos Imortais, que lhes tangiam as cordas sensíveis da alma, trazendo do Mundo Maior as belas páginas de diversificada cultura e arte que ainda deslumbram e comovem a humanidade".
Franco, Divaldo Pereira. Ditado pelo Espírito Joanna de Ângelis.

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

EM FRENTE


Como nos disse o Mestre de Amor, muitos são chamados, mas poucos são os escolhidos.
Todos nós, encarnados e desencarnados, espíritos filhos do Pai Supremo, somos convidados a exercitar o amor e a caridade.
A luta é árdua e contínua, muitas vezes, e, quase não temos condições de chegar a seu termo.
Mas, temos todas as condições, se seguirmos adiante.
A nossa grande missão na Terra é deixar como exemplo vivido na carne os ensinamentos dados pelo Mestre Jesus. Esta é a nossa bandeira.
Precisamos seguir marchando, às vezes tombando, mas levantando e seguindo adiante.
As dificuldades sempre surgirão, mas haveremos de vencê-las, pois o objetivo é Divino.
Todas as vezes em que nos sentirmos abatidos, oremos firmemente ao Alto, pedindo forças e consolo, e não seremos esquecidos. Espíritos bondosos e abnegados estarão, ao nosso lado, nos sustentando.
Mas não olvidemos, nunca, da necessidade que temos de levar, a todos os companheiros de jornada, a paz e a fé, e o exemplo de seguirmos lutando com serenidade e alegria.
Está será a nossa vitória: olharmos para trás e percebermos que nossas sementes germinaram no amor, em busca da Luz Divina.
Sigamos em frente, juntos, sempre contando com a misericórdia do Pai.

Um Irmão

BEM E MAL SOFRER




Quando o Cristo disse: "Bem-aventurados os aflitos, o reino dos céus lhes pertence", não se referia de modo geral aos que sofrem, visto que sofrem todos os que se encontram na Terra, quer ocupem tronos, quer jazam sobre a palha. Mas, ah! poucos sofrem bem; poucos compreendem que somente as provas bem suportadas podem conduzi-los ao reino de Deus. O desânimo é uma falta. Deus vos recusa consolações, desde que vos falte coragem. A prece é um apoio para a alma; contudo, não basta: é preciso tenha por base uma fé viva na bondade de Deus. Ele já muitas vezes vos disse que não coloca fardos pesados em ombros fracos. O fardo é proporcionado às forças, como a recompensa o será à resignação e à coragem. Mais opulenta será a recompensa, do que penosa a aflição. Cumpre, porém, merecê-la, e é para isso que a vida se apresenta cheia de tribulações.
O militar que não é mandado para as linhas de fogo fica descontente, porque o repouso no campo nenhuma ascensão de posto lhe faculta. Sede, pois, como o militar e não desejeis um repouso em que o vosso corpo se enervaria e se entorpeceria a vossa alma. Alegrai-vos, quando Deus vos enviar para a luta. Não consiste esta no fogo da batalha, mas nos amargores da vida, onde, às vezes, de mais coragem se há mister do que num combate sangrento, porquanto não é raro que aquele que se mantém firme em presença do inimigo fraqueje nas tenazes de uma pena moral. Nenhuma recompensa obtém o homem por essa espécie de coragem; mas, Deus lhe reserva palmas de vitória e uma situação gloriosa. Quando vos advenha uma causa de sofrimento ou de contrariedade, sobreponde-vos a ela, e, quando houverdes conseguido dominar os ímpetos da impaciência, da cólera, ou do desespero, dizei, de vós para convosco, cheio de justa satisfação: "Fui o mais forte."
Bem-aventurados os aflitos pode então traduzir-se assim: Bem-aventurados os que têm ocasião de provar sua fé, sua firmeza, sua perseverança e sua submissão à vontade de Deus, porque terão centuplicada a alegria que lhes falta na Terra, porque depois do labor virá o repouso. - Lacordaire. (Havre, 1863.)
Allan Kardec. Da obra: O Evangelho Segundo o Espiritismo. 112 edição. Livro eletrônico gratuito em http://www.febnet.org.br. Federação Espírita Brasileira. 1996.