domingo, 12 de julho de 2009

SOFRE

Toda a dor que na vida padeceres,

Todo o fel que tragares, todo o pranto,

Ser-te-ão como trevas, e, entretanto,

Serás pobre de luz se não sofreres.


É que dos sofrimentos nasce o canto

De alegria dos mundos e dos seres,

Pois que a dor é a saúde dos prazeres,

O hino da luz, misterioso e santo.


Doma o teu coração, e, no silêncio,

Foge à revolta, humilha-o, dobra-o, vence-o,

Chorando a mesma dor que o mundo chora;


Abre a tua consciência para as luzes

E, no mundo que o mal encheu de cruzes,

Do Bem encontrarás a eterna aurora.

Do livro Parnaso de Além-Túmulo – Cruz e Souza - Chico Xavier




RENUNCIAR


E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, mulher, filhos ou terras, por amor do meu nome, receberá cem vezes tanto e herdará a vida eterna.” – Jesus (Mateus, 19:29.)

Neste versículo do Evangelho de Mateus, o Mestre Divino nos induz ao dever de renunciar aos bens do mundo para alcançar a vida eterna. Há necessidade, proclama o Messias, de abandonar pai e mãe, mulher e irmãos do mundo. No entanto, é necessário esclarecer como renunciar.

Jesus explica que o êxito pertencerá aos que assim procederem por amor de seu nome.

A primeira vista, o alvitre divino parece contra-senso.

Como olvidar os sagrados deveres da existência, se o Cristo veio até nós para santificá-los?

Os discípulos precipitados não souberam atingir o sentido do texto, nos tempos mais antigos.

Numerosos irmãos de ideal recolheram-se à sombra do claustro, esquecendo obrigações superiores e inadiáveis.

Fácil, porém, reconhecer como o Cristo renunciou.

Aos companheiros que o abandonaram aparece, glorioso, na ressurreição. Não obstante as hesitações dos amigos, divide com eles, no cenáculo, os júbilos eternos. Aos homens ingratos que o crucificaram oferece sublime roteiro de salvação com o Evangelho e nunca se descuidou um minuto das criaturas.

Observemos, portanto, o que representa renunciar por amor ao Cristo. É perder as esperanças da Terra, conquistando as do Céu.

Se os pais são incompreensíveis, se a companheira é ingrata, se os irmãos parecem cruéis, é preciso renunciar à alegria de tê-los melhores ou perfeitos, unindo-nos, ainda mais, a eles todos, a fim de trabalhar no aperfeiçoamento com Jesus.

Acaso, não encontras compreensão no lar? os amigos e irmãos são indiferentes e rudes?

Permanece ao lado deles, mesmo assim, esperando para mais tarde o júbilo de encontrar os que se afinam perfeitamente contigo. Somente desse modo renunciarás aos teus, fazendo-lhes todo o bem por dedicação ao Mestre, e, somente com semelhante renúncia, alcançarás a vida eterna.

Do Livro "Cminho, Verdade e Vida" - Emmanuel - Chico Xavier


OCORRÊNCIAS

Recordemos.

Qualquer ocorrência tem muito mais importância pelo que acontece dentro de nós do que pelo que sucede fora de nós.

Grande sinal de progresso da alma: receber com serenidade e paciência as ocorrências inesperadas.

Emmanuel


sábado, 11 de julho de 2009

MÃOS LIMPAS

E Deus pelas mãos de Paulo fazia maravilhas extraordinárias.” — ATOS, capítulo 19, versículo 11.


O Evangelho não nos diz que Paulo de Tarso fazia maravilhas, mas que Deus operava maravilhas extraordinárias por intermédio das mãos dele.

O Pai fará sempre o mesmo, utilizando todos os filhos que lhe apresentarem mãos limpas.

Muitos espíritos, mais convencionalistas que propriamente religiosos, encontraram nessa notícia dos Atos uma informação sobre determinados privilégios que teriam sido concedidos ao Apóstolo.

Antes de tudo, porém, é preciso saber que semelhante concessão não é exclusiva.

A maioria dos crentes prefere fixar o Paulo santificado sem apreciar o trabalhador militante.

Quanto custou ao Apóstolo a limpeza das mãos? Raros indagam relativamente a isso.

Recordemos que o amigo da gentilidade fora rabino famoso em Jerusalém, movimentara-se entre elevados encargos públicos, detivera dominadoras situações; no entanto, para que o Todo-Poderoso lhe utilizasse as mãos, sofreu todas as humilhações e dispôs-se a todos os sacrifícios pelo bem dos semelhantes.

Ensinou o Evangelho sob zombarias e açoites, aflições e pedradas.

Apesar de escrever luminosas epístolas, jamais abandonou o tear humilde até à velhice do corpo.

Considera as particularidades do assunto e observa que Deus é sempre o mesmo Pai, que a misericórdia divina não se modificou, mas pede mãos limpas para os serviços edificantes, junto à Humanidade.

Tal exigência é lógica e necessária, pois o trabalho do Altíssimo deve resplandecer sobre os caminhos humanos.

Do Livro “Caminho, Verdade e Vida” - Emmanuel - Chico Xavier

sexta-feira, 10 de julho de 2009

NOTÍCIA VEICULADA EM JORNAL DO ES

18 ATRIBUNA VITÓRIA, ES QUINTA-FEIRA, 25 DE JUNHO DE 2009

POLÍCIA

Filho de três anos entrega mãe à polícia

Quando a PM entrou na casa da acusada, o filho dela disse onde a mãe guardava uma pistola e crack. A acusada acabou presa

ISAAC RIBEIRO

A polícia contou com a ajuda de um menino de 3 anos para prender a acusada de tráfico de drogas Ruana Rodrigues do Nascimento, 21 anos, no bairro Guaranhuns, Vila Velha.

O menino é filho da acusada e, mesmo ainda pequeno, contou aos policiais militares que a mãe era envolvida com tráfico,

Policiais estavam no bairro cumprindo mandados de busca e apreensão, quando receberam uma denúncia anônima de que Ruana seria gerente do tráfico da região.

Eles chegaram ao endereço informado no início da noite e relataram que Ruana demorou dois minutos para abrir a porta.

Ao entrarem na casa, os PMs encontraram embalagens plásticas utilizadas para embalar drogas e o filho da acusada. Os policiais contaram que, enquanto revistavam a casa, foram interrompidos pelo menino, que disse que sua mãe escondia uma arma no guarda-roupa, no quarto dela.

Com a informação, eles foram até o quarto e realmente encontraram a arma, uma pistola 380 descarregada e com numeração raspada. No cômodo encontraram 12 pedras de crack, sete gramas de cocaína e uma bucha de maconha.

Além da arma e da droga, o menino de 3 anos mostrou aos policiais a gaveta onde a mãe dele guardava R$320 em dinheiro.

COZINHA

Na cozinha da residência, os policiais encontraram um pode de vidro em cima de um armário e a vasilha estava com forte cheiro de crack, mas estava vazia.

Na mesma hora, o menino virou para os PMs e disse a eles que a mãe, logo que a polícia chegou à casa, havia jogado fora o pó que estava dentro da vasilha.

A Acusada negou envolvimento com o tráfico de drogas. Ela alega que seu namorado pediu para que ela guardasse as drogas em sua casa, mas ele foi assassinado uma semana depois do pedido.

Ela foi levada para o DPJ de Vila Velha e autuada por tráfico e posse de arma pelo delegado Mário Brocco. O menino vai ficar na casa da avó paterna, em Vila Velha.

Esta matéria foi reproduzida fielmente do Jornal A Tribuna, de 25/06/2009.

Podemos extrair farto material de discussão sobre o assunto, mas deixando de lado a questão da criminalidade e da violência, gostaria de comentar somente um aspecto: a formação do caráter de um ser humano.

Vários estudos, pesquisas e teses de mestrado e doutorado, de diversos cursos, tem abordado este assunto: fatores de influência na formação do caráter do ser humano.

Podemos citar, de forma bem reduzida, para não nos alongarmos, os fatores mais discutidos: a educação, a desigualdade social, a cultura, a religiosidade, a estrutura familiar, o meio, etc. Todos estes componentes podem afetar ou influenciar, de uma ou outra forma, o caráter da criança, do adolescente, do jovem e, até mesmo, do adulto. É fato.

Entretanto, somente um daqueles fatores, pode gerar controvérsias: o meio. Reza um velho ditado popular que “uma laranja podre no cesto, apodrece todas as outras”. E este ditado parece que ganhou força na opinião pública, pois muitos acreditavam, ou ainda acreditam, que locais onde imperam a criminalidade e a desigualdade social, como favelas, são celeiros de criminosos, marginais, assassinos.

Adentrando na questão espiritual, sabemos que crianças são espíritos com diversas experiências corporais, que vem à Terra para sua evolução, e que trazem todos os vícios e virtudes de vidas precedentes. Ora, se a reencarnação é dádiva divina para o aprendizado e, muita vez a reencarnação se dá num meio adverso, onde seja necessária luta árdua contra nossas imperfeições, não podemos aceitar aquele velho ditado como regra.

Temos, acredito, no caso ocorrido com o nosso menino de apenas três anos, uma demonstração concreta de que nem sempre o meio influencia a formação do caráter do ser humano. Se assim fosse, não teríamos criminosos em famílias bem estruturadas, onde a educação e a cultura se fazem presentes. Não teríamos, também, pessoas honestas em famílias desagregadas moral e socialmente.

Nosso pequeno, com toda a ingenuidade e inexperiência de seus três, apenas três, anos de vida, já demonstra grande elevação moral, quando consegue perceber que uma arma num canto, um pouco de pó em outro e, em outro dinheiro, são coisas “erradas” e que mereciam atenção das autoridades policiais, que tinham acabado de invadir sua residência. Ele sabia que aquilo era “errado”. De “alguma” forma sabia quem era “bandido” e quem era “mocinho”. Como? Não podemos afirmar. Mas muito provavelmente, provém do prévio conhecimento da necessidade de manter uma conduta digna nesta experiência reencarnatória, como prova ou como reajuste.

Lembro de uma bela passagem do Evangelho, em que Jesus conta a parábola do filho pródigo, em que o pai de 2 filhos fazia uma grande festa para festejar o retorno do filho que havia se perdido nos prazeres mundanos e materiais e o irmão, que mantivera-se ao lado do pai todo o tempo, se revolta com os gastos daquela festa. O pai, então, com profunda sabedoria e amor, ensina ao filho que a festa era feita porque o filho estava “perdido” e fora encontrado.

Oremos, meus irmãos, para que esse menino consiga dar conta de sua trajetória terrestre da melhor forma possível, para seu próprio bem e sua evolução, e para o bem de muitos que poderão, vendo seu exemplo, desviar-se do caminho das sombras e seguir em busca da Luz.

Paz e Bem a todos.

Rosária Cid – 25/06/2009.

SINAIS DE ALARME

Há dez sinais vermelhos, no caminho da experiência, indicando queda provável na obsessão:

Quando entramos na faixa da impaciência;

Quando acreditamos que a nossa dor é a maior;

Quando passamos a ver ingratidão nos amigos;

Quando imaginamos maldade nas atitudes dos companheiros;

Quando comentamos o lado menos feliz dessa ou daquela pessoa;

Quando reclamamos apreço e reconhecimento;

Quando supomos que o nosso trabalho está sendo excessivo;

Quando passamos o dia a exigir esforço alheio, sem prestar o mais leve serviço;

Quando pretendemos fugir de nós mesmos, através do álcool ou do entorpecente;

Quando julgamos que o dever é apenas dos outros.

Toda vez que um desses sinais venha a surgir no trânsito de nossas ideias, a Lei Divina está presente, recomendando-nos a prudência de amparar-nos no socorro da prece ou na luz do discernimento.

Vieira, Waldo; Xavier, Francisco Cândido. Da obra: Ideal Espírita.Ditado pelo Espírito Scheilla.


quinta-feira, 9 de julho de 2009

MOMENTO


O que importa antes de tudo é o momento presente.
O que foram nossos pais não tem importância: o que vale é o que você é agora.
O momento presente é o criador de seu amanhã.
Sua felicidade está baseada em seus pensamentos de hoje.
Somos escravos do ontem, mas somos donos de nosso amanhã!
Preste muita atenção ao momento que passa, ao que você está fazendo "agora", porque do
seu "agora" depende seu "amanhã".

Minutos de Sabedoria
Carlos Torres Pastorino