sexta-feira, 10 de setembro de 2010

SEGUINDO JESUS.....







QUEM SEGUE

"E outra vez lhes falou Jesus, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas, mas terá a luz da vida."
(JOÃO, 8:12.)

Há crentes que se não esquivam às imposições do culto exterior.
Reclamam a genuflexão e o público trovejante, de momento a momento.
Preferem outros o comentário leviano, acerca das atividades gerais da fé religiosa, confiando-se a querelas inúteis ou barateando os recursos divinos.

A multidão dos seguidores, desse tipo, costuma declarar que as atitudes externas e as discussões doentias representam para ela sacrossanto dever contudo, tão logo surgem inesperados golpes do sofrimento ou da experiência na estrada vulgar, precipitase em sombrio desespero, recolhendo-se em abismos sem esperança.

Nessas horas cinzentas, os aprendizes sentem-se abandonados e oprimidos, mostrando a insuficiência interna. Muitos se fazem relaxados nas obrigações, afirmandose desprotegidos de Jesus ou esquecidos do Céu.

Isso ocorre, porém, porque não ouviram a revelação divina, qual se faz necessário.

O Mestre não prometeu claridade à senda dos que apenas falam e crêem. Assinou, no entanto, real compromisso de assistência continua aos discípulos que o seguem.

Nesse passo, é importante considerar que Jesus não se reporta a lâmpadas de natureza física, cujas irradiações ferem os olhos orgânicos. Assegurou a doação de luz da vida.

Quem efetivamente se dispõe a acompanhá-lo, não encontrará tempo a gastar com exames particularizados de nuvens negras e espessas, porque sentirá a claridade eterna, dentro de si mesmo.

Quando fizeres, pois, o costumeiro balanço de tua fé, repara, com honestidade imparcial, se estás falando apenas do Cristo ou se procuras seguir-lhe os passos, no caminho comum.



Do livro Vinha de Luz - de Emmanuel por Francisco Cândido Xavier - (os grifos são nossos)

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

ASSEIO VERBAL


“Não saia da vossa boca nenhuma palavra torpe, mas só a que for boa para promover a edificação.” PAULO (Efésios, 4:29.)
Quanto mais se adianta a civilização, mais se amplia o culto à higiene.
Reservatórios são tratados, salvaguardando-se o asseio das águas.
Laboratórios são continuamente revistos, a fim de que não surjam medicamentos deteriorados.
Instalações sanitárias recebem, diariamente, cuidadosa assepsia.
Será que não devemos exercer cautela e diligência para evitar a palavra torpe, capaz de situar-nos em perturbação e ruína moral ?
Nossa conversação, sem que percebamos, age por nós em todos aqueles que nos escutam.
Nossas frases são agentes de propaganda dos sentimentos que nos caracterizam o modo de ser; se respeitáveis, trazem-nos a atenção de criaturas respeitáveis; se menos dignas, carreiam em nossa direção o interesse dos que se fazem menos dignos; se indisciplinados, nos sintonizam com representantes da indisciplina; se azedas, afinam-nos, de imediato, com os campeões do azedume.
Controlemos o verbo, para que não venhamos a libertar essa ou aquela palavra torpe.
Por muito esmerada nos seja a educação, a expressão repulsiva articuladapor nossa língua é sempre uma brecha perigosa e infeliz, pela qual, perigo e infelicidade nos ameaçam com desequilíbrio e perversão.

 “PALAVRAS DE VIDA ETERNA”
De EMMANUEL, por Chico Xavier


terça-feira, 7 de setembro de 2010

PROBLEMAS PESSOAIS



A fé viva não é patrimônio transferível. É conquista pessoal.
A felicidade legítima não é mercadoria que se empresta. É realização íntima.
A graça do Céu não desce a esmo. Tem que ser merecida.
A melhor caridade não é a que se faz por substitutos. Cabe-nos executá-la por nós mesmos.
A fortaleza moral não é produto de rogos alheios. Provém do nosso esforço na resistência para o bem.
A esperança fiel não se nos fixa no coração através de simples contágio. É fruto de compreensão mais alta.
O verdadeiro amor não nasce das sombras do desejo. É fonte cristalina e inexaurível do espírito eterno.
O conhecimento real não é construção de alguns dias. É obra do tempo.
O paraíso jamais será adquirido pela sagacidade da compra. É atingível pela nossa boa-vontade em fugir ao purgatório ou ao inferno da própria consciência.
A proteção da Esfera Superior é inegável para todos nós que ainda nos movimentamos na sombra. Ai de nós, todavia, se não procurarmos as bênçãos da luz!...
Pelo Espírito ANDRÉ LUIZ
Da obra:  AGENDA CRISTÃ
Psicografia de FRANCISCO CÂNDIDO XAVIER


O TOQUE



"E disse Jesus: quem é que me tocou? E negando todos, disse Pedro eos que estavam Com ele: - Mestre, a multidão te aperta e te Oprime e dizes - Quem é que me tocou?". - Lucas: 8 – 45



Número incontável de aprendizes costuma indagar atenciosamente, com respeito ao modo de se instalar a fé no coração, em caráter definitivo.
Os espíritos amigos referem-se ao toque indispensável.
Apenas depois dele persevera a confiança perfeita, a segurança e crença.
Os estudantes de boa vontade recebem esclarecimento, no entanto, às vezes, continuam insatisfeitos.
Que é esse toque? Como se opera?
Deve o necessitado esperar a mão resplandecente, qual milagrosa flama das alturas, a lhe pousar no coração?
Isso, porém, talvez o violentasse.
Sabemos que o próprio Jesus, certo dia, quando tentava aproximar-se dos discípulos queridos, espontâneo e generoso, foi tido à conta de fantasma.
O caso da mulher doente que procurava tocar o Senhor, de leve, cheia de confiança, depois de reconhecer a miséria orgânica, é elucidativo.
A enferma por receber o Toque Divino movimentou-se intensamente.
Antes de tudo examinou a ruína própria e declarou-a perante si mesma: aceitou a necessidade do socorro de Cristo, saiu de casa para identificar-se com todos os que precisavam assistência do Mestre Divino e, incorporada à multidão, tocou-lhe a veste cheia de confiança.
Instantaneamente foi tocada por Jesus, de maneira particular; encheu-se de Luz e voltou à paz.
E é interessante que Simão tenha perguntado - Mestre, a multidão te aperta e te oprime e dizes: - " Quem metocou?"
A interrogativa foi providencial. Ainda hoje o Cristo sofre o assédio das multidões necessitadas e sofredoras.
Apertam-No através de templos, círculos, reuniões; oprimem- No com as mais estranhas rogativas.
É perseguido, disputado, instado com violência, mas Jesus conhece aquele que o toca depois da renúncia aos vãos processos das facilidades venenosas. Identifica entre milhões de necessitados aquele que se caracteriza por intenções de valor real e volta  Se Pleno de Carinho Desvelado por acolhê-lo nos braços Fortes eGenerosos.
Como vemos, o problema do toque é complexo.
Sem o contato de Jesus não há fé legítima, mas para que isto se efetue é preciso que a providência parta de nós mesmos.

EMMANUEL
Da obra “Harmonização”
Por Francisco Cândido Xavier.

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

A POBREZA FELIZ




Quem se empobrece de ambições inferiores, adquire a luz que nasce da sede de perfeição espiritual.
Quem se empobrece de orgulho, encontra a fonte oculta da humildade vitoriosa.
Quem se empobrece de exigências da vida física, recebe os tesouros inapreciáveis da alma.
Quem se empobrece de aflições inúteis, em torno das posses efêmeras da Terra, surpreende a riquezada paz em si mesmo.
Quem se empobrece de vaidade, amealha as bênçãos do serviço.
Quem se empobrece de ignorância, ilumina-se com a chama da sabedoria.
Não vale amontoar ilusões que nos enganam somente no transcurso de um dia.
Não vale sermos ricos de mentira, no dia de hoje, para sermos indigentes da verdade, no dia de amanhã.
Ser grande, à frente dos homens, é sempre fácil. A astúcia consegue semelhante fantasia sem qualquerobstáculo.
Mas ser pequenino, diante das criaturas, para servirmos realmente aos interesses do Senhor, junto da Humanidade, é trabalho de raros.
Bem aventurada será sempre a pobreza que sabe se enriquecer de luz para a imortalidade, porque o rico ocioso da Terra é o indigente da Vida Mais Alta e o pobre esclarecido do mundo é o espírito enobrecido das Esferas Superiores, que será aproveitado na extensão da Obra de Deus.
Pelo espírito Emmanuel
Da obra “Dinheiro”
Psicografia de Francisco Cândido Xavier.


sexta-feira, 27 de agosto de 2010

QUEIXAS

As queixas são como buracos
que fazemos em nossa própria
estrada, dificultando assim, nossa
caminhada.

"Irmãos, não vos queixeis uns contra os outros, para que
não sejais condenados."
(TIAGO, 5:9.)


A queixa nunca resolveu problemas de ordem evolutiva,
entretanto, se os aprendizes do Evangelho somassem os
minutos perdidos nesse falso sistema de desabafo,
admirar-se-iam do volume de tempo perdido.

Realmente, muitos trabalhadores valiosos não se referem a
sofrimento e serviço,com espírito de repulsa à tarefa que
lhes foi cometida.

A amizade e a confiança sempre autorizam confidências;
mesmo nesse particular, contudo, vale disciplinar a
conversação
.

A palavra lamentosa desfigura muitos quadros nobres do
caminho, além de anular grandes cotas de energia,
improficuamente.

O discípulo do Evangelho deveria, antes de qualquer
alusão amargosa, tranqüilizar o mundo interno e perguntar
a si mesmo: "Queixar por quê? Não será a esfera de luta o
campo de aprendizado? Acaso, não é a sombra que pede
luz
, a dor que reclama alívio? Não é o mal que requisita o
concurso do bem
?"

A queixa é um vício imperceptível que distrai pessoas bem
intencionadas da execução do dever justo.

Existem obrigações pequeninas e milagrosas que, levadas
a efeito, beneficiariam grupos inteiros; todavia, basta um
momento
de queixa para que sejam irremediavelmente
esquecidas
.

Se alguém ou algum acontecimento te oferece ocasião ao
concurso fraterno
, faze o bem que puderes sem reparar a
gratidão alheia e, por mais duro te pareça o serviço
comum, aprende a cooperar com o Cristo, na solução das
dificuldades.

A queixa não atende à realização cristã, em parte alguma, e
complica todos os problemas. Lembra-te de que se lhe
deres a língua, conduzir-te-á à ociosidade, e, se lhe
deres os ouvidos, te encaminhará à perturbação
Do Livro Vinha de Luz - Emmanuel por Francisco Cândido Xavier (os grifos são nossos)

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

FARISEUS



"Acautelai-vos, primeiramente, do fermento dos fariseus" - Jesus.
(LUCAS, 12:1.)

Fariseu ainda é todo presunçoso, dogmático, exclusivo, pretenso
privilegiado das Forças divinas.
O orgulhoso descendente dos doutores de Jerusalém ainda vive. Atravessa
todas as organizações humanas. Respira em todos os templos terrestres.

Acredita-se o herdeiro único da Divina Bondade. Nada aprecia senão
pelo prisma do orgulho pessoal. Traça programas caprichosos e intenta
torcer as próprias leis universais, submetendo-as ao ponto de vista que
esposou na sua escola ou no seu argumento sectarista.
Jamais comparece, ante a bênção do Senhor, na condição de alguém que
se converteu em instrumento de seus amorosos desígnios, mas como
crente orgulhoso, cheio de propósitos individualistas, declarando-se
detentor de considerações especiais. Os aprendizes fiéis necessitam
acautelar-se contra o lêvedo de tais enfermos do espírito.
Toda idéia opera fermentações mentais.

Certamente que o Mestre não determinou a morte dos fariseus, mas
recomendou cautela em se tratando da influenciação deles.
Exigências farisaicas constituem perigosas moléstias da alma.
Urge auxiliar o doente e extinguir a enfermidade. Todavia, não
conseguiremos a realização, provocando tumultos, e sim usando a
cautela na antiga recomendação de vigilância.


Do livro Vinha de Luz - de Emmanuel por Francisco Cândido Xavier (os grifos são nossos)