sexta-feira, 12 de março de 2010

ENFERMIDADES (1) - continuação (4/6)


DOENÇAS ESPIRITUAIS E SUAS CAUSAS (4/6)
Dr. Nubor Orlando Facure


AS DOENÇAS ESPIRITUAIS COMPARTILHADAS
Incluímos aqui o vampirismo e a obsessão. Dizemos compartilhada porque são produzidas pela associação perturbadora de um espírito desencarnado e sua vítima, estando ambos sofrendo de um mesmo processo psicopatológico. A participação como vítima ou réu, freqüentemente se alterna entre eles.

VAMPIRISMO
O mundo espiritual é povoado por uma população numerosíssima de espíritos que segundo informes deve ser 4 a 5 vezes maior que os 6 bilhões de Almas encarnadas em nosso planeta. Como a maior parte desta população de espíritos deve estar habitando as proximidades dos ambientes terrestres onde flui toda vida humana, não é de estranhar que estes espíritos estejam compartilhando conosco todas as boas e más condutas do nosso cotidiano.
Contamos com eles como guias e protetores que constantemente nos inspiram, mas, na maioria das vezes, nós os atraímos pelos vícios e eles nos aprisionam pelo prazer.
Contam-se aos milhões os homens envolvidos com o álcool, o cigarro, as drogas ilícitas, os soporíferos, os desregramentos alimentares e os abusos sexuais.
Para todas estas situações, as portas da invigilância estão escancaradas permitindo o acesso de entidades desencarnadas que passam a compartilhar conosco o elixir das satisfações mundanas da carne.
Nestes desvios da conduta humana, a mente do responsável agrega em torno de si elementos fluídicos que aos poucos vão construindo "miasmas psíquicos" com extrema capacidade corrosiva do organismo que a hospeda. O alcoolista, o drogado ou o viciado de qualquer substância constrói para si mesmo os germens que passam a lhes obstruir os funcionamentos das células hepáticas, dos glomélulos renais, dos alvéolos pulmonares, dos duetos prostáticos, cronificando lesões que a Medicina tem a conta de processos incuráveis.
As entidades espirituais viciadas compartilham os prazeres do vício que o encarnado lhes favorece e ao seu tempo o estimula a permanecer no vício. Nesta associação há uma tremenda perda de energia por parte do responsável pelo vício, daí, a expressão Vampirismo ser muito adequada para definir esta parceria.

OBSESSÃO

No decurso de cada encarnação, a misericórdia de Deus nos permite usufruir das oportunidades que melhor nos convém para estimular nosso progresso espiritual. Os reencontros ou desencontros são de certa maneira planejados ou atraídos por nós para os devidos resgates de compromissos que deixamos para traz ou as facilidades aparecem para cumprirmos as grandes promessas que desenhamos no plano espiritual.
É assim que pais e filhos se reencontram como irmãos, como amigos, como parceiros de uma sociedade comum na atividade humana. Marido e mulher que se desrespeitaram, agora se reajustam como, pai e filha, chefe e subalterno ou como parentes distantes que a vida dificulta a aproximação. Mães que desprezaram os filhos, hoje passam de consultório a consultório numa peregrinação onde desfilam dificuldade para terem de novo seus próprios filhos. A vida de uma maneira ou de outra vai reeducando a todos. Os obstáculos que, à primeira vista parecem castigo ou punição, trazem no seu emaranhado de provas a possibilidade de recuperar os danos físicos ou morais que produzimos no passado.
Com freqüência, ganhamos ou perdemos na grande luta da sobrevivência humana. Nenhum de nós percorre esta jornada sem ter que tomar decisões, sem deixar de expressar seu desejos e sem fazer suas escolhas. É aí que muitas e muitas vezes contrariamos as decisões, os desejos e as escolhas daqueles que convivem próximos de nós.
Em cada existência amontoamos pessoas que não nos compreenderam, amigos que nos abandonaram por se contrariarem com opiniões diferentes da nossa, sócios que não cumpriram seus compromissos conosco, parentes ou simples conhecidos que difamaram gratuitamente nosso nome.
Em muitas outras ocasiões do passado, já tivemos oportunidade de participar de grandes disputas financeiras, de crimes que a justiça terrena não testemunhou, de aborto clandestino que as alcovas esconderam e de traições que a sociedade repudiou e escarneceu.
Nos rastros destas mazelas humanas, nós todos, sem exceção, estamos endividados e altamente comprometidos com outras criaturas, também humanas e exigentes como nós mesmos, que, agora, estão a nos cobrar outros comportamentos, a nos exigir a quitação de dívidas que nos furtamos em outras épocas e a persistirem no seu domínio procurando nos dificultar a subida mais rápida para os mais elevados estágios da espiritualidade.
Embora a ciência médica de hoje ainda não a traga em seus registros nosológicos, a obsessão espiritual, na qual uma criatura exerce seu domínio sobre a outra, é de longe o maior dos males da patologia humana.
Nas obras básicas do Espiritismo, Allan Kardec esclareceu que a obsessão se estabelece em três domínios de submissão crescente: a "obsessão simples", a "fascinação" e a "subjugação". Os textos clássicos de Kardec e toda literatura espírita subseqüente, principalmente de André Luiz e seus abnegados intérpretes como Marlene Rossi Severino Nobre (A obsessão e suas máscaras) são mais do que suficientes para nos esclarecerem sobre este tema.
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Dr. Nubor Orlando Facure, médico neurologista, fundador e diretor do Instituto do Cérebro – R. Padre Vieira, 1093 – CEP 13015-301 – Campinas-SP – Telefone: (19)236 2383 – site: www.geosities.com/nubor_facure.
Fonte: Revista Espírita ALÉM DA VIDA, Nº 12

Colaboração: Fernanda Caldas C.Gonçalves

quarta-feira, 10 de março de 2010

ENFERMIDADES (1) - continuação (3/6)

DOENÇAS ESPIRITUAIS E SUAS CAUSAS (3/6)
Dr. Nubor Orlando Facure


CLASSIFICAÇÃO DAS DOENÇAS ESPIRITUAIS

Considerando a fisiopatogenia das doenças espirituais, costumamos adotar o seguinte conjunto de diagnósticos:
1) Doenças espirituais auto-induzidas:
- Desequilíbrio vibratório
- Auto-obsessão

2 ) Doenças espirituais compartilhadas:
- Vampirismo
- Obsessão

3) Mediunismo

4) Doenças cármicas

DESEQUILÍBRIO VIBRATÓRIO

O perispírito é um corpo intermediário que permite ao espírito encarnado exercer suas ações sobre o corpo físico. Sua ligação é feita célula a célula atingindo a mais profunda intimidade dos átomos que constitui a matéria orgânica do corpo físico. Esta ligação se processa à custa das vibrações que cada um dos dois corpos, o físico e o espiritual possuem. Compreende-se então que este "ajuste" exige uma determinada sintonia vibratória. O perispírito não é prisioneiro das dimensões físicas do corpo de carne e pode manifestar suas ações além dos limites do corpo físico pela projeção dos seus fluidos. A sintonia e a irradiação do perispírito são dependentes unicamente das projeções mentais que o espírito elabora. Assim, a aparência e a relação entre o corpo físico e o corpo espiritual são dependentes exclusivamente do fluxo de idéias que construímos.
Devemos reconhecer que, de maneira geral, o ser humano ainda perde muito dos seus dias comprometido com a crítica aos semelhantes, o ódio, a maledicência, as exigências descabidas, a ociosidade, a cólera e o azedume entre tantas outras reclamações levianas contra a vida e contra todos. O orai e vigiai ainda está distante da nossa rotina e a tentação de enumerar os defeitos do próximo ainda é muito grande.
São estes os motivos que desajustam a sintonia entre o corpo físico e o perispírito. É esta desarmonia que desencadeia as costumeiras sensações de mal-estar, de "estafa" desproporcional, a fadiga sistemática, a dispnéia suspirosa onde o ar parece sempre faltar, os músculos que doem e parecem não aguentar o corpo. A enxaqueca que o médico não consegue eliminar, a digestão que nunca se acomoda e tantas outras manifestações tidas a conta de "doenças psicossomáticas". São tantos a procurarem os médicos, mas muito poucos a se dedicarem a uma reflexão sobre os prejuízos de suas mesquinhas atitudes.

A AUTO-OBSESSÃO

O pensamento é energia que constrói imagens que se consolidam em torno de nós desenhando um "campo de representações" de nossas idéias. À custa dos elementos absorvidos do "fluido cósmico universal", as idéias tomam formas, sustentadas pela intensidade com que pensamos no que esta idéia propõe. A matéria mental constrói em torno de nós uma "atmosfera psíquica" (psicosfera) onde estão representados os nossos desejos. Neste cenário estão os personagens que nos aprisionam o pensamento pelo amor ou pelo ódio, pela inveja ou pela cobiça, pela indiferença ou pela proteção que projetamos para os que queremos bem.
Da mesma forma, os medos, as angústias, as mágoas não resolvidas, as idéias fixas, o desejo de vingança, as opiniões cristalizadas, os objetos de sedução, o poder ou os títulos cobiçados, também se estruturam em "idéias-formas". A partir daí, seremos prisioneiros do próprio medo, dos fantasmas da nossa angústia, das imagens dos nossos adversários, da falsa ilusão dos prazeres terrenos ou do brilho ilusório das vaidades humanas.
A matéria mental produz a "imagem" ilusória que nos escraviza. Por capricho nosso, somos "obsidiados" pelos próprios desejos.
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Dr. Nubor Orlando Facure, médico neurologista, fundador e diretor do Instituto do Cérebro – R. Padre Vieira, 1093 – CEP 13015-301 – Campinas-SP – Telefone: (19)236 2383 – site: www.geosities.com/nubor_facure.
Fonte: Revista Espírita ALÉM DA VIDA, Nº 12

Colaboração: Fernanda Caldas C.Gonçalves

segunda-feira, 8 de março de 2010

QUE A PAZ ESTEJA CONVOSCO


VIVER EM PAZ

"... Vivei em paz..." – Paulo (II CORÍNTIOS, 13:11.)
Mantém-te em paz.


É provável que os outros te guerreiem gratuitamente, hostilizando-te a maneira de viver; entretanto, podes avançar em teu roteiro, sem guerrear a ninguém.
Para isso - contudo - para que a tranqüilidade te banhe o pensamento -, é necessário que a compaixão e a bondade te sigam todos os passos.
Assume contigo mesmo o compromisso de evitar a exasperação.
Junto da serenidade, poderás analisar cada acontecimento e cada pessoa no lugar e na posição que lhes dizem respeito.
Repara, carinhosamente, os que te procuram no caminho...
Todos os que surgem, aflitos ou desesperados, coléricos ou desabridos, trazem chagas ou ilusões.
Prisioneiros da vaidade ou da ignorância, não souberam tolerar a luz da verdade e clamam irritadiços...
Unge-te de piedade e penetra-lhes os recessos do ser, e identificarás em todos eles crianças espirituais que se sentem ultrajadas ou confundidas.
Uns acusam, outros choram.
Ajuda-os, enquanto podes.
Pacificando-lhes a alma, harmonizarás, ainda mais, a tua vida.
Aprendamos a compreender cada mente em seu problema.
Recorda-te de que a Natureza, sempre divina em seus fundamentos, respeita a lei do equilíbrio e conserva-a sem cessar.
Ainda mesmo quando os homens se mostram desvairados, nos conflitos abertos, a Terra é sempre firme e o Sol fulgura sempre.
Viver de qualquer modo é de todos, mas viver em paz consigo mesmo é serviço de poucos.

(os grifos são nossos)

Da obra “Fonte Viva”
De Emmanuel
Por Francisco Cândido Xavier.

ENFERMIDADES (1) - continuação (2/6)



DOENÇAS ESPIRITUAIS E SUAS CAUSAS (2/6)
Dr. Nubor Orlando Facure

A FISIOPATOLOGIA


A possibilidade de existir uma doença espiritual só pode ser aceita com a crença em um novo paradigma que a doutrina espírita introduz em seus fundamentos.
O Espiritismo ensina que Deus é a "Inteligência Suprema do Universo" e tudo que existe faz parte da sua criação.
Cada um de nós é um espírito encarnado que está em processo de aprendizado que, necessariamente, vai nos levar à perfeição, depois de um número inimaginável de reencarnações, neste, e em outros mundos onde também existe a vida.
Quando o corpo perece, a Alma que o anima passa a viver no mundo espiritual onde estão todos dos outros espíritos que nos precederam. Este mundo espiritual está em estreita ligação com o mundo material que habitamos e os Espíritos que aí vivem exercem constantemente uma forte interferência em nossas vidas.
Além do corpo físico, cada um de nós se serve de outro corpo de natureza intermediária entre a nossa realidade física e o mundo espiritual. Este corpo espiritual ou perispírito é consolidado pelo "fluido cósmico" disponível em cada um dos mundos habitados.
O pensamento é força criadora proveniente do Espírito que o impulsiona. Mesmo conhecendo muito pouco de suas propriedades, sabemos que a energia mental que o pensamento exterioriza, exerce total influência no corpo espiritual, modificando sua forma, sua aparência e sua consistência. É por isto que Allan Kardec afirmou que se situa no perispírito a verdadeira causa de muitas doenças e a Medicina teria muito a ganhar quando compreendesse melhor sua natureza.
Cada um de nós vive em sintonia com o ambiente espiritual que suas atitudes e seus desejos constroem para si próprio.



DIAGNÓSTICO DA DOENÇA OU MANIFESTAÇÃO ESPIRITUAL.


A mim parece que temos no meio espírita dois vícios de interpretação das manifestações da espiritualidade. Quase sempre, aquele que busca no Centro Espírita uma orientação diante seus problemas, vai ouvir que seu caso é de "obsessão" ou no mínimo de "mediunidade" e que ele "precisa se desenvolver".
É preciso reconhecer que, enquanto criaturas humanas que somos, percorrendo mais uma encarnação no planeta, pertencemos a um vastíssimo grupo de espíritos que, sem exceção, ainda está muito endividado e comprometido com seus resgates para imaginarmos que algum de nós possa se aventurar a dizer que não tem qualquer problema espiritual. No meio médico, os alemães costumam dizer que "só tem saúde aquele que ainda não foi examinado". Do ponto de vista espiritual, uma afirmação deste tipo, longe de ser um exagero da exigência minuciosa dos germânicos, é uma verdade que só aquele que não se deteve em examinar sua consciência pode contestar.
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Dr. Nubor Orlando Facure, médico neurologista, fundador e diretor do Instituto do Cérebro – R. Padre Vieira, 1093 – CEP 13015-301 – Campinas-SP – Telefone: (19)236 2383 – site: www.geosities.com/nubor_facure.
Fonte: Revista Espírita ALÉM DA VIDA, Nº 12



Colaboração: Fernanda Caldas C.Gonçalves



sábado, 6 de março de 2010

ENFERMIDADES (1)



DOENÇAS ESPIRITUAIS E SUAS CAUSAS (1/6)
Dr. Nubor Orlando Facure

O Espiritismo é uma doutrina que introduz ao nível do conhecimento médico um vastíssimo campo de estudo ampliando diagnósticos e introduzindo uma nova compreensão para justificar a razão do sofrimento que a doença nos traz.
Entretanto, o Espiritismo não veio para competir com qualquer especialidade médica e sua principal atuação não é a de produzir curas. Com muita freqüência, seus adeptos o utilizam com esses propósitos, sugerindo na sua busca, o consolo e a cura das doenças. Seu papel primordial é o de iluminar e esclarecer para que cada criatura promova por si mesma sua reeducação espiritual. Sem reforma íntima não vai ocorrer progresso nem cura. Neste sentido, as doenças são compreendidas como lições com grande potencial de transformação e trazem oportunidades de renovação e crescimento espiritual, uma anamnese voltada para a espiritualidade. A maioria dos nossos pacientes aceita muito bem um diálogo com o médico sobre sua espiritualidade. De maneira geral, nosso povo, por crendice ou sabedoria mesmo, reconhece que muitas doenças têm alguma coisa a ver com a espiritualidade, ou como causa, ou como processo benéfico para sua cura. Podemos explorar o interrogatório médico de tal modo que o paciente perceba que, falar sobre a espiritualidade não implica em se comprometer com uma religião e que uma e outra podem ser perfeitamente separadas.
MÉTODO DE AVALIAÇÃO.
Aprendemos a adotar um critério arbitrário em que a espiritualidade do paciente é avaliada em três domínios:

O DOMÍNIO DA CRENÇA
: aqui, o paciente revela suas crenças ou não, na existência de Deus, na existência e imortalidade da Alma, no mundo invisível onde habitam os espíritos, na possibilidade de sua comunicação com o seu Deus, na reencarnação, na comunicação dos espíritos conosco.
Esta relação com a espiritualidade que os pacientes costumam se referir é, quase sempre, muito específica e individual sendo, às vezes, muito difícil de ser expressa em palavras, já que está ligada a uma crença que é intransferível, sagrada para cada um que a aceita e implica, como exigência máxima, o respeito que cada um espera ter para sua convicção própria.

O DOMÍNIO DA PRÁTICA : refere-se ao comportamento que cada um desenvolve em relação as suas crenças ou a religião que diz adotar. Assim, identificaremos os freqüentadores ocasionais e os assíduos, os participantes e os indiferentes, os curiosos e os inquiridores, todos eles com maior ou menor empenho em por em prática o que ouviu das lições que sua religião se dispõe a ensinar.

O DOMÍNIO DA EXPERIÊNCIA TRANSCENDENTE : é a participação, freqüentemente "traumática", episódica, ocasional ou persistente e controlada que certas pessoas desfrutam com a espiritualidade. Temos os exemplos de pessoas que são surpreendidas pela visão de uma entidade espiritual, coisa que possa ter-lhe acontecido apenas uma vez na vida, mas que lhe marcou profundamente. Outros, num momento de forte estresse, como um acidente de automóvel ou a queda de avião, em que são os únicos sobreviventes, se sentiram, a partir daí, tocados por uma atuação privilegiada das divindades que o protegem. Estão neste grupo, também, aqueles casos de relatos das experiências fora do corpo, que traduzem um desdobramento do corpo espiritual, com um deslocamento mais ou menos demorado pelo mundo espiritual. Nestes casos, pode ou não haver consciência de contatos com entidades que os amparam nestes deslocamentos "fora do corpo". Entre tantos outros exemplos, precisa ser destacada, também, com ênfase, toda a fenomenologia mediúnica que a doutrina espírita tem o privilégio de esclarecer em seus pormenores, revelando os insondáveis caminhos da mediunidade cujos canais de comunicação nos põe em contato com a espiritualidade. Na experiência transcendente da mediunidade, a disciplina moral exerce um papel produtivo no grau de elevação espiritual do fenômeno.

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Dr. Nubor Orlando Facure, médico neurologista, fundador e diretor do Instituto do Cérebro – R. Padre Vieira, 1093 – CEP 13015-301 – Campinas-SP – Telefone: (19)236 2383 – site: www.geosities.com/nubor_facure.
Fonte: Revista Espírita ALÉM DA VIDA, Nº 12


Colaboração : Fernanda Caldas C.Gonçalves

sexta-feira, 5 de março de 2010

PARÁBULA DA REDE



“Finalmente, o reino dos céus é semelhante a uma rede, que foi lançada ao mar e apanhar peixes de toda a espécie.
Depois de cheia, os pescadores puxaram-na para a praia, e, sentados, puseram os bons em cestos, deitando fora os ruins.
Assim será no fim do mundo: sairão os anjos e separarão os maus dentre os justos, e os lançarão na fornalha de fogo, onde haverá choro e ranger de dentes”.
Mat,13:37-50.



Em que pese à doutrina das igrejas tidas como ortodoxas, que afirma seremos salvos ou condenados segundo aceitemos ou rejeitemos a Jesus Cristo, pessoalmente, como nosso salvador, esta edificante parábola - a última de uma série de sete, proposta pelo Mestre a seus discípulos - nos ensina , uma vez mais, que nossa aceitação ou rejeição no reino dos céus depende tão só e unicamente do cumprimento ou negligência dos nossos deveres de amar e servir a Humanidade.
A simples crença ou incredulidade no poder de salvação pelo sangue do Cristo, em que essas igrejas põem tanta ênfase, não têm a mínima influência na determinação de nossa sorte.
Admitido que assim fosse, a maioria da Humanidade estaria perdida, pois o Cristianismo só é conhecido e (mal) praticado por menos de um terço da população mundial.
A aceitação do Cristo como nosso redentor só tem eficácia quando se traduz em um esforço sincero e constante no sentido de reproduzir-lhe o espírito em nossa própria vida, ou seja, quando procuramos modelar o nosso caráter pelo Seu, pautando nossa conduta pelas diretrizes do evangelho.
Aliás, todo o Novo-Testamento está repleto de passagens que estabelecem categoricamente que o julgamento dos homens será baseado em seus feitos e não em sua fé.
A expressão “fim do mundo” usada pelo mestre, não deve ser tomada em sentido absoluto, porque a Terra e todos os planetas do Universo são obras de Deus, e elas não foram feitas para morrer.
Significa, apenas, o fim deste ciclo evolutivo da Humanidade terrena, com o desaparecimento de todos os seus usos , costumes e instituições contrárias à moral e à Justiça.
È o fim do mundo velho, com suas confusões, suas discórdias, seus convencionalismos, suas iniquidades sociais, seus ódios, suas lutas armadas, e o advento de um mundo novo, sob a égide da verdade, do bom entendimento, da lisura de caráter, do amor, da paz e da fraternidade universal.
Os anjos são os Mentores Espirituais deste planeta, que velam pelo seu destino, aos quais estará afeta a expulsão dos maus: os açambarcadores, os avarentos, os déspotas, os corruptores, os devassos, os desonestos, os exploradores, os hipócritas, os ladrões, os libertinos, os maldizentes, os orgulhosos, os sanguinários, enfim todos os que tenham feito mau uso de seu livre arbítrio e hajam malbaratado as inúmeras oportunidades que lhe foram concedidas (através das reencarnações) para a realização de seu progresso espiritual.
A rede representa a Lei de Amor, inscrita por Deus em todas as consciências , e os peixes de toda a espécie apanhados por ele são os homens de todas as raças e de todos os credos, que serão julgados de acordo com as suas obras.
O texto é claríssimo nesse ponto, não deixando margem a qualquer dubiedade: “...e puseram os bons em cestos, deitando rora os ruins”.
Quando, pois, o ciclo se fechar, a sorte dos justos será passar a um plano “á direita do Cristo”, plano que aqui será implantado no correr do terceiro milênio, constituído de almas cristãs afeitas ao bem, onde fruirão de imperturbável felicidade .


E a dos maus, a serem lançados na “fornalha de fogo”, símbolo dos mundos inferiores, de expiação e de provas,onde terão que se depurar, entre lágrimas e dores, até que mereçam acesso a uma esfera melhor.



Do livro do Rodolfo Calligaris – Parábolas Evangélicas a Luz do Espiritismo

segunda-feira, 1 de março de 2010

BUSCANDO JESUS


"Eu sou a luz do mundo: quem me segue, de modo algum andará nas trevas, mas terá a luz da vida"
Jo,8:12

Aqui fala o Cristo, na sua visão cósmica, Mestre espiritual da Humanidade.
Os demais mestres-instrutores da Sabedoria e do Bem, devem respeitar o comando central.
Lembre-se: Jesus era chamado de Rabone - mestre dos mestres.
Os condutores e paladinos da paz merecem nosso sincero respeito, mas o Cristo deve ser venerado e seguido em qualquer situação.
Busque entender e identificar-se com o Cristo-Jesus.
Ele vive em uníssono com Deus.
Sua luz é reconforto e sabedoria, a se irradiar sobre os corações sensíveis e mansos.
Ele é a grande luz.

Do livro do Pastorino : 1 minuto com Jesus (os grifos são nossos)